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Do ideograma ao nihonga: fronteiras da arte japonesa

pkoshimura
há 3 horas
3 min de leitura

Entre o final do século XIX e o pós-guerra, o Japão precisou responder a uma pergunta aparentemente simples: o que é arte? A resposta não veio pronta – foi negociada por meio da linguagem, das Exposições Universais e da criação de novas classificações artísticas.


Percebemos que a arte japonesa é atravessada por fronteiras que, cada qual, foi construída no contato com o olhar estrangeiro: entre a escrita e a imagem, entre o conceito ocidental de "arte" e as categorias japonesas preexistentes, entre a pintura "tradicional" e a pintura "do Ocidente".


Este curso percorre três dessas fronteiras: do kanji à palavra bijutsu (arte, belas artes), e desta à divisão entre nihonga (pintura japonesa) e y?ga (pintura ocidental).


Aula 1 — Kanji: o ideograma e a coexistência verbo-imagem na arte

Podemos dizer que o kanji (ideograma) ocupa um lugar entre a escrita e a imagem. A partir da caligrafia japonesa e do zen'ei-sho (caligrafia de vanguarda), a aula discute como essa fronteira foi valorizada também pelo olhar ocidental no auge do abstracionismo.


Aula 2 — Bijutsu: quando o Japão inventou a palavra "arte"

Criada durante a Exposição Universal de Viena, em 1873, a palavra “bijutsu” revela como o Japão precisou traduzir para sua própria língua o conceito ocidental de belas artes. A partir das Exposições Universais de Londres (1862), Viena (1873) e Paris (1889), veremos como o país negociou, traduziu e reinventou suas categorias artísticas.


Aula 3 — Nihonga: a pintura japonesa marginalizada

O termo nihonga surgiu no período Meiji para diferenciar a pintura japonesa da pintura ocidental (y?ga), tornando-se uma categoria difundida pelas reflexões de Ernest Fenollosa. A aula apresenta suas características técnicas, obras de Yokoyama Taikan, Iri e Toshi Maruki e Tamako Kataoka, além de discutir a recepção internacional dessa produção, frequentemente marcada pela marginalização.


Datas e horário

29/09, 6 e 13/10 , às terças-feiras, das 20h00 às 22h00 (horário do Brasil)


Duração e formato

3 aulas de 2 horas cada (com intervalo e momento de discussão), ministradas ao vivo no aplicativo Zoom.


Gravação das aulas

As aulas serão gravadas e ficarão disponíveis por uma semana a todos os participantes.


A quem esta aula é destinada

A todos os interessados. Não é necessário ter conhecimento prévio sobre arte ou cultura japonesa.


Importante!

Assim que fizer a sua inscrição, você receberá a confirmação por e-mail. Se não receber, verifique também sua caixa de SPAM. Na véspera do início do curso, enviaremos por e-mail as informações de acesso ao Zoom. Caso não receba, escreva para momonoki@peachnojapao.com até o início da primeira aula ou mande uma mensagem para o nosso Instagram, @momonoki_j



Sobre a professora Michiko Okano




Mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, professora adjunta de História da Arte da Ásia na graduação e pós-graduação da UNIFESP, professora colaboradora na pós-graduação do Centro de Estudos Japoneses da USP. É coordenadora do Grupo de Estudos Arte Ásia. Curadora da exposição de 21 artistas nipo-brasileiros, Olhar InComum: Japão Revisitado no MON, Curitiba, em 2016 e da exposição de artistas nipo-latinos, Transpacific Borderlands: The Art of Japanese Diaspora in Lima, Los Angeles, Mexico City and São Paulo no Japanese American National Museum, Los Angeles, em 2017/18. Autora do livro Ma: entre-espaço da arte e comunicação no Japão (Annablume, 2011) e Manabu Mabe (Folha de S.Paulo, 2013).



Informações adicionais

Curso: Do ideograma ao nihonga: fronteiras da arte japonesa

Professor: Michiko Okano

Realização: @momonoki_jp | @maplacerda

Quando: 29/09, 6 e 13/10 , às terças-feiras, das 20h00 às 22h00 (horário do Brasil)

Formato: 3 aulas ao vivo pelo Zoom, que serão gravadas e ficarão disponíveis por um mês

Valor: R$ 317,00 (em até 12x com juros) ou 8500 ienes

Inscrições: momonoki.byinti.com

Emitimos certificado

 
 
 

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